A Escolha que tens para fazer!
As comunidades místicas, esotéricas, espirituais, religiosas e outras desse género estão cheias de frases feitas, com significados ocultos e misteriosos.
Muitas dessas frases e mantras, parecem-nos estranhos, a maioria parecem ser ilusões e balelas completas, e a maioria o são, definitivamente.
Algo que tenho percebido, mais e mais, é que, quando reduzimos conhecimentos complexos em pequenas frases feitas, desvirtua-se totalmente o real significado e lições que precisam ser aprendidas, para conseguirmos o bem-estar que procuramos, perdem-se totalmente, possivelmente para sempre.
Não existem verdades absolutas, mas existem verdades certamente. Não existe isso de, "tudo é" perspectiva, mas sim, tudo pode "ter uma" perspectiva.
Existem as verdades e existem as mentiras. E é de crucial importância para a nossa sobrevivência, conhecermos onde estão cada uma delas.
E isto é válido para as áreas místicas, mas também é verdade para todas as demais áreas da nossa vida: familiar, social, profissional, média, ciência, história, etc.
Descartar tudo e simplesmente colocar a nossa vida, nas mãos de outros, que consideramos saberem mais do que nós, e serem superiores, é a receita para a infelicidade e a perda do mais valioso que temos, que é nós mesmos.
Dá é trabalho. Sim, saber distinguir as verdades das mentiras, saber discernir quem nos mente e quem está a ser genuíno, é difícil e requer trabalho de estudo e um discernimento absurdo, junto com uma percepção aguda e uma intuição atenta.
O que poderei querer dizer com tudo isto? Que o mal e o bem, existem, e ambos espreitam pelas soleiras das portas dos mais distraídos. Muitas vezes temos uma mentira bem debaixo do nosso nariz, mas negamos prontamente sequer pensar nisso, por receio de destruir a base que fundamenta as nossas actuais crenças sobre o que é e o que está, quantas vezes não preferimos não saber, do que destruir a nossa ilusão de segurança?
Pensamos estar seguros nas nossas relações, nos nossos trabalhos, na nossa família, e no mundo. Não desejamos por nada que a crença que é um mundo seguro, onde somos cuidados e apoiados, seja na nossa casa, no trabalho, nas amizades, nos governos, nos gurus, nos padres e papas, depositamos a nossa confiança em todos, que prometem retirar um pouco da nossa ansiedade, com promessas.
Raramente uma entidade que se coloca como superior a ti, saber mais que tu e com mais poderes, te pede obediência, em troca de te salvar e que o sigas, sem fazer perguntas proibidas, está sem interesses, variados, que podem acabar na tua destruição completa.
Os falsos profetas, falsos salvadores, falsos protectores, estão por toda a parte, desde tempos antigos, os que comandavam quais deuses, com conexão directa a outros deuses superiores, sempre, vingativos, gananciosos e sedentos de poder e guerra, clamando a obediência e o merecimento, só para quem seguisse as regras, que só os súbditos têm de cumprir claro.
Hoje temos salvadores por toda a parte, até a ciência passou a ser dogmaticamente explorada como salvadora de vidas, como se uma vida se pudesse reduzir a apenas um pequeno factor externo, que ainda por cima é totalmente invisível, mas todos acreditam piamente nele, assim como acreditam que, a ciência (totalmente dessinteressada e anjélica) está aqui para servir de salvadora da grande besta que está a matar os inocentes e frágeis seres humanos.
Temos ainda os arcanjos mestres e os santos, com suas espadas, prontos a defender e salvar, quem precisa de ser salvo, pois é vítima frágil e desempoderada, os raios cósmicos verdes, azuis, cor de rosa e amarelos, dourados e afins, que prometem curar e transmutar, sem que se faça mais nada, a não ser pedir e receber.
Envolvidos em guerras, lutas e hierarquizados por superioridade evolutiva, todas as entidades do astral, parecem-se muito com os humanos, nas suas quezílias mundanas, bem dizem que assim como em cima, aqui em baixo também. Talvez vale a pena pensar um pouco mais sobre isto e porque é assim, como é que o divino acabou tão fragmentado e se isso realmente faz sentido ser assim daqui até ao divino.
E nós quem somos em todas as histórias? Somos sempre as vítimas de alguém ou alguma coisa. E o pior mesmo é quando somos os pecadores e os não merecedores. Somos os inferiores. Somos os que têm de aprender tudo, porque não sabem nada. Somos os que fizemos asneiras e malícias e por isso merecemos o mal todo que sofremos. Somos de natureza maligna.
Somos tudo isso? É isso que sentes no teu coração quando ouves estas palavras dentro de ti?
É assim que te vês mesmo? Não achas que estas histórias e estas perspectivas, não estarão um pouquinho que seja distorcidas?
Quando uma mãe dá à luz a uma criança, e lhe dá de mamar, e ela sorri pela primeira vez, serão essas duas criaturas malignas, pecadoras e não merecedoras da LUZ DIVINA?
Todos os dias observo seres humanos, cheios de medo uns dos outros, com ideias distorcidas do que o outro é, mas todos a acharem que o outro é que é mau, e no final de contas, contam-se muito poucos, os verdadeiros malignos, a maioria só foi levada a ter medo, do desconhecido e de qualquer outro, seja quem for. E não será a própria crença que se é mau, que leva a pessoa a agir de forma maligna e eventualmente a ser tentado mais facilmente pelo "maligno"?
Quantas vezes eu não fiz asneiras, estupidezes, maldades, sem as querer, no fundo, fazer, mas perpetuei o mal, por me sentir: não boa o suficiente, não merecedora, detentora de pecado, medrosa, invejosa, ansiosa, receosa, uma triste, fraca, insignificante, podre até...
O mal foi semeado na Terra, assim como no cosmos. Não há volta a dar a isso. O que podemos fazer é escolhas. Escolher sair do lugar onde nos colocaram, e procurar o nosso trono, no nosso coração. Um trono que é só nosso, sem ninguém para reinar a não ser a nós mesmos.
Ser divino já foi o que fomos, mas agora é uma escolha. Ser divinos ou malignos é a escolha que temos para fazer neste planeta e nesta vida.
Ainda vais a tempo de fazer a tua escolha.
Eu escolhi voltar a ser EU.
O EU DIVINO.
Eu Sou Deus
Eu Sou Livre
Éu Sou Soberana
Eu sou Luz
Eu Sou Deus em Acção
Eu Sou
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