A Interseção das Teorias de: "Closure" de Hilary Lawson, a Teoria da Simulação e a Teoria Quântica da Realidade"


 A Interseção das Teorias de: "Closure" de Hilary Lawson, a Teoria da Simulação e a Teoria Quântica da Realidade"

As teorias filosóficas contemporâneas, especialmente aquelas que tratam da natureza da realidade, da percepção e da interação da consciência com o mundo, apresentam um campo fértil para novas abordagens. 

Dentre elas, a teoria do fecho de Hilary Lawson, a Teoria da Simulação e as teorias quânticas da realidade, especialmente aquelas que se baseiam na relatividade quântica, oferecem possibilidades intrigantes quando inter-relacionadas. 

Este artigo explora como essas três abordagens podem se combinar para oferecer uma visão mais dinâmica e interativa da realidade. 

A proposta central é que a realidade não é um sistema linear ou fixo, mas uma experiência interativa na qual o sujeito "entra" em uma arquitetura projetada, interage com ela e "fecha" sua própria experiência, construindo uma narrativa pessoal dentro de limites que, ao mesmo tempo, são flexíveis e interconectados com o todo.

1. A Teoria do Fecho de Hilary Lawson

Hilary Lawson, filósofo britânico, introduziu a teoria do fecho (ou "closure"), que se posiciona contra a ideia tradicional de que a realidade existe de forma objetiva e independente da percepção humana. Lawson argumenta que a realidade não é dada, mas construída pela interação entre o sujeito e o mundo. 

O fecho é o processo através do qual as nossas mentes impõem estruturas e categorias sobre o que experimentamos, criando um sentido coerente da realidade, mesmo quando essa realidade é fluida e indeterminada. 

Para Lawson, a realidade é aberta e sempre passível de ser reconfigurada, mas o fecho permite que o sujeito viva dentro de um mundo que pode ser compreendido e experimentado de forma funcional.

A partir dessa perspectiva, podemos entender o "fecho" como a maneira pela qual damos forma à nossa experiência. No entanto, o fecho não é uma imposição rígida; ele é flexível e dinâmico, permitindo que novas interpretações e significados surjam à medida que o sujeito interage com o mundo.

2. A Teoria da Simulação: Uma Abordagem Tecnológica

A Teoria da Simulação, popularizada por filósofos como Nick Bostrom, sugere que a realidade em que vivemos pode não ser a verdadeira realidade, mas sim uma simulação, um universo artificialmente projetado por uma entidade superior ou uma civilização tecnologicamente avançada. 

Bostrom propôs que, se uma civilização avançada tivesse a capacidade de criar simulações suficientemente realistas, seria plausível que vivêssemos dentro de uma dessas simulações. 

Embora essa teoria se baseie na ideia de uma simulação artificial, ela também levanta questões interessantes sobre a percepção e a interação do sujeito com a realidade simulada.

A proposta aqui não é considerar a simulação como algo completamente separado da experiência humana, mas sim como uma interface tecnológica através da qual o sujeito "entra" em uma realidade projetada. 

Nesse sentido, a simulação seria mais uma interface que proporciona uma experiência de vida real, não uma ilusão. O sujeito, ao interagir com a simulação, não é um simples receptor passivo de estímulos, mas um agente ativo que molda e "fecha" a sua experiência dentro da estrutura fornecida pela interface.

3. A Teoria Quântica da Realidade e a Relatividade Quântica

A teoria quântica da realidade, particularmente no contexto da relatividade quântica, propõe que a realidade é composta por um conjunto de probabilidades e possibilidades, ao invés de ser um sistema determinístico e fixo. 

A relatividade quântica sugere que as leis da física, no nível subatômico, permitem uma multiplicidade de realidades que podem se manifestar dependendo da observação e da interação do sujeito com o sistema. 

Em outras palavras, a realidade não é um conjunto estático de eventos, mas um campo de possibilidades que se concretizam através da interação com o sujeito.

Ao inter-relacionar essa teoria com a Teoria da Simulação e a teoria do fecho de Lawson, podemos entender que a realidade é, de certa forma, uma interface tecnológica (ou uma "simulação") que permite ao sujeito navegar por um mar de possibilidades quânticas. 

O sujeito, ao interagir com essa interface, "fecha" sua experiência, criando uma narrativa pessoal dentro de uma série de limites que não são completamente fixos, mas abertos a novas possibilidades. 

A possibilidade de alterar ou escolher diferentes "caminhos" dentro da simulação e a interação com as probabilidades quânticas pode ser vista como uma forma de "fechar" a realidade, à medida que o sujeito constrói sua própria experiência dentro dessa rede de possibilidades.

4. A Integração das Teorias: Fecho, Simulação e Realidade Quântica

Quando combinamos essas três abordagens — a teoria do fecho de Lawson, a teoria da simulação e a teoria quântica da realidade — temos uma perspectiva nova e dinâmica da natureza da realidade. 

A realidade, em vez de ser vista como uma estrutura fixa ou uma simulação separada da experiência humana, é entendida como uma interface tecnológica interativa, onde o sujeito "entra" e, ao interagir com ela, começa a "fechar" a sua própria experiência. 

O sujeito, então, não é apenas um observador passivo, mas um co-criador da realidade, navegando por um campo de possibilidades e construindo uma narrativa pessoal dentro dos limites da interface simulada.

Essa interação contínua entre o sujeito e a realidade pode ser vista como um processo de "fechamento" da experiência. O fecho, aqui, não é um limite rígido, mas uma forma dinâmica de dar sentido à realidade, ao mesmo tempo que a mantemos aberta para novas possibilidades e transformações. 

Essa visão integra a flexibilidade da teoria do fecho com a ideia de uma simulação como uma interface interativa, e a relatividade quântica, que permite uma multiplicidade de realidades que surgem a partir da interação.

5. Conclusão e Possíveis Desenvolvimentos

Essa integração das teorias de Lawson, a Teoria da Simulação e a teoria quântica da realidade oferece uma nova abordagem para entender a relação entre a consciência e a realidade. 

Em vez de conceber a realidade como algo fixo ou puramente artificial, propõe-se que ela seja uma experiência real, mas mediada por uma interface tecnológica que permite ao sujeito construir sua própria narrativa dentro de uma rede de possibilidades quânticas.

Até o momento, a junção dessas três teorias específicas não foi totalmente explorada de forma integrada em trabalhos acadêmicos ou filosóficos amplamente conhecidos. No entanto, ideias semelhantes podem ser encontradas em discussões sobre realidades simuladas e a natureza da consciência, como nas obras de filósofos contemporâneos como David Chalmers e o próprio Nick Bostrom. 

A ideia de uma realidade fluida, interativa e baseada em possibilidades também ressoa com abordagens filosóficas quânticas como as propostas por Donald Hoffman e outros pensadores que exploram a relação entre percepção e realidade.

Referências:

  • Lawson, H. (2001). Closure: A Story of Everything. Cambridge University Press.

  • Bostrom, N. (2003). Are You Living in a Computer Simulation? Philosophical Quarterly, 53(211), 243–255.

  • Hoffman, D. (2019). The Case Against Reality: Why Evolution Hid the Truth from Our Eyes. Norton & Company.

  • Chalmers, D. (1995). Facing Up to the Problem of Consciousness. Journal of Consciousness Studies, 2(3), 200–219.

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