Valorização pessoal e relações saudáveis!
O meu valor existe independente dos outros, mas relaçoes saudáveis com os outros acontecem através de outros me valorizarem. Ninguém vive isolado, e quem se aproxima, deve ser sempre bem escolhido por nós, criando limites e barreiras a certos comportamentos nocivos. Alguém me dar valor é o mínimo para ser meu amigo e eu estar com.
E isso é nutrição emocional legítima.
Não precisamos de validação para existir e ter valor em nós mesmos, mas precisamos, sim, de reconhecimento para florescer e viver com bem estar.
Precisamos
uns dos outros e quando nos abrimos aos outros precisamos de ser selectivos.
Selecionar quem deixamos entrar, pode parecer arrogância ou egoísmo, mas é
apenas uma protecção saudável da nossa emocionalidade e energia.
Filtrar o que é saudável para nós, é maturidade emocional e discernimento
relacional. pode ser confundido por ego, orgulho ou arrogância, mas é
autorrespeito funcional. Eu escolho estar apenas onde sou valorizada, porque não
faz sentido, nem tem propósito estar com quem não o faz.
É uma questão de postura e posicionamento, no fundo é um mecanismo de
protecção mas saudável e maduro. Não é baseado em medo, nem em orgulho, é
baseado em sabedoria e maturidade, em conhecimento e percepção global sobre
relacionamentos, pessoas e sentimentos, emoções.
Sabemos que não vamos ser nunca nem somos aceites por todos, nem acho que pessoas maduras emocionalmente, querem ser aceite por todos, não é esse o objectivo nem a vontade, mas é legítimo e saudável, procurar quem nos aceite e afastar-nos de quem nos magoa ou fere. Diria até que é quase lógico.
Encontrar as pessoas certas para nós, para nos
acompanhar nas nossas vidas é legitimo e funcional.
Não estou a fugir nem a superiorizar-me ao fazer essa selecção, estou apenas a aprender a habitar neste mundo sem me trair a mim mesma, mas também, sem me deixar abater e ser magoada gratuitamente, só porque alguém não nos aceita ou não gosta de nós, isso não significa que devo ficar ali humildemente a levar com as críticas, os socos emocionais e os pontapés energéticos de seja quem for.
Penso que isso é
maturidade real.
E escolher quem entra, não significa fechar portas fixamente, mas manter
consciência ativa flexível, sobre quem permanece, ou seja, selecção saudável significa
incluir a capacidade de analisar e rever julgamentos e percepções, testar o
terreno, as pessoas, e rever se o que achamos inicialmente está correcto, ou
precisa de ajuste.
É bastante difícil e por isso é um trabalho em constante progresso este de
regulação interna e externa, ora se reduzimos o nosso grau de exigência
corremos o risco de perder a nossa autenticidade, mas se formos demasiado
exigentes podemos começar a reduzir demasiado as nossas conexões e começar a
isolar-nos em excesso dos outros.
Podemos simplesmente dizer que uma coisa é não tolerar abuso e outra é não
tolerar qualquer crítica, não tolerar nenhuma imperfeição no outro. Isso não é
o fim, nem o meio.
O equilíbrio saudável é um contínuo processo que vai tendo altos e baixos.
O nosso valor existe independentemente dos outros, mas relações saudáveis
acontecem através do reconhecimento mútuo.
Ninguém vive isolado, e quem se aproxima deve ser escolhido com consciência,
criando limites e barreiras a comportamentos nocivos. Ser valorizado é o mínimo
necessário para uma amizade ou relação próxima. Isso é nutrição emocional
legítima.
Não precisamos de validação externa para existir ou ter valor intrínseco, mas precisamos de reconhecimento para florescer e viver com bem-estar.
Precisamos uns dos outros e, quando nos abrimos aos outros, precisamos de ser seletivos. E isso é saudável e autovalorização.

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