Tecnologia e Natureza: poderemos ter ambos de forma equilibrada?
Existem dois sentidos claros, para os quais a humanidade está a ser empurrada: a tecnologia a tomar conta de tudo; ou o respeito pela natureza, pelos seus ciclos e a homeostasia.
A homeostasia é a propriedade do organismo de permanecer em equilíbrio mesmo quando ocorrem mudanças radicais no meio externo.
As mudanças radicais da natureza são um fenómeno incontornável, e podemos ir contra isso ou podemos surfar essas ondas, aproveitando ao máximo esses altos e baixos.
O segredo da sobrevivência, nunca esteve na seleção natural dos mais fortes, mas sim nos mais capazes de resistir a mudanças a fim de manter um ambiente interno estável, relativamente constante.
Não se sobrevive lutando, a luta leva à destruição e morte, sobrevive-se mantendo um determinado equilíbrio entre as forças que se apresentam, encontrando consensos entre tudo e todos. E principalmente nos unindo.
O isolamento mata qualquer animal na natureza, mesmo o mais solitário dos animais, quando em perigo, é apoiado por outros da sua espécie, ou acabará por não sobreviver por muito tempo.
Isso é ainda mais válido no ser humano, que não nasce com a capacidade de ser autosustentável e por anos, nem consegue sequer levantar-se, alimentar-se, ou proteger-se do frio, sem a ajuda.
Nascemos vulneráveis e ao longo do tempo vamos criando várias barreiras que achamos que precisamos, porque o outro é sempre um possível inimigo, isso é totalmente exclusivo à nossa espécie, e é anti-natura.
Existem dois caminhos bem visíveis a formar-se: o caminho da tecnologia a dominar a espécie humana, tornando-nos meio máquinas, ainda com menos características naturais, que sabemos bem a que sabe (não sabe a nada, vazio); ou a reconexão com a natureza, tanto a do planeta, como a humana no seu âmago, profunda sensação de pertença, conexão, propósito, com sentimentos altruístas, puros, e a possibilidade de uma vida cheia de alegria e felicidade.
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